Workplace environment
a nomological synthesis of ecology, work, and the protection of the human person
DOI:
https://doi.org/10.70405/pts.i3.42Keywords:
Work environment, Human dignity, Worker's health, Occupational environmental law, SustainabilityAbstract
This article analyzes the working environment under the aegis of Complex Systems Theory, proposing a qualitative leap in contemporary labor law dogmatics. Starting from the evolution of ecological thought – from Ernst Haeckel to Edgar Morin –, the study moves beyond the atomized view of occupational safety and health (OSH) to consolidate a holistic and Gestalt labor-environmental approach. It is argued that the working environment is not a mere collection of elements, but a dynamic system of physical, chemical, biological, ergonomic, and psychological interactions affecting the human person. Methodologically, the research explores the diffuse nature of this legal interest (bien jurídico), advocating for its normative autonomy grounded in the principles of prevention, precaution, and continuous improvement. The study concludes that labor-environmental judicial protection must transcend the physical locus and the “fetish” of classical subordination, reaching the new morphologies of work – including the digital environment and crowdsourcing – in strict compliance with the universality of human rights and the dignity of the human person.
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